A frase-sorteada-do-caderno de hoje é: "Com as palavras todo cuidado é pouco, mudam de opinião como as pessoas" -Saramago em As intermitências da Morte (último livro de Literatura Portuguesa deste semestre)(que ainda está na metade..)(o semestre..)Outra da aula: "Diante da morte, o que fica do passado? Diante de morte, o que fica para o futuro?"
Muitos pensamentos nessa aula. Acho que nenhum que me garanta uma nota muito boa na prova, mas mesmo assim, muitos pensamentos...
Pensando sobre a morte, sobre a vida, sobre o TEMPO, assunto que não é meu favorito, mas é sobre o que mais falo, aparentemente. E no final, pra amarrar tudo antes de começar a pensar em outras coisas: sobre como a gente não tem o mínimo controle sobre NENHUMA dessas coisas.
Percebe? Sobre a vida, sobre a morte, sobre o tempo...
Eu acho que eu sofro muito por tentar controlar tudo sempre. O que é bem tosco, porque se eu tenho consciência disso, deveria parar de fazer. Mas quando eu penso nisso, eu relaxo, me rendo, deixo ir acontecendo por uns 5mins, e daí, de novo começa aquela hemorragia cerebral de pensamentos que vão se planejando sozinhos.... e me desesperando sozinhos também.
Hoje fiz duas coisas que se completam e se afastam ao mesmo tempo: mandei um e-mail para o Rev. Pereira sobre uma conversa que tivemos umas semanas atrás, uns meses atrás na verdade, e pela qual estava orando. E sentei pra conversar/fazer trabalho com o Fred & Ginger, acabamos falando de futuro, pesquisas, graduações e planos, muitos planos. Planos de pós, de não-pós (essa sou eu!), de segundas graduações, de complementações, e de pressões desse mundão sobre as nossas escolhas. Bom, as conversas em si são boas... Sempre, a loucura vem depois quando você começa a pensar sobre elas...
E a minha pergunta de hoje e sempre é: How to surrender?!? Por que parece tão difícil?
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